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A busca pela gravidez, uma jornada emocional

Tempo de Leitura: 4 minutos
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Upset young woman with negative pregnancy test crying on bed, loving husband supporting her at home. Medical disorders and problems in childbearing, infertility concept

Engravidar não é tão simples quanto pode parecer, apesar de termos milhões de gestações todos os anos no mundo, uma série de “coincidências” precisam acontecer para o sucesso de uma gravidez, estando não somente o corpo saudável, mas, alinhado com a saúde emocional do casal. Esse percurso de se tornarem pais ultrapassa uma só questão e abrange o desejo pelos filhos, a saúde física, disposição emocional e mental, crenças, indo além de um corpo biologicamente preparado para gerar uma nova vida.

Todos esses aspectos podem influenciar positiva ou negativamente numa gestação, assim podemos entender o termo Tentantes, que significa a busca por todas essas coincidências, pausa no método contraceptivo, período fértil, saúde física e emocional, real desejo pela maternidade e paternidade. No entanto, a medida que o tempo vai passando e o resultado positivo não chega, uma avalanche de sentimentos começa a fazer parte dos dias desses casais, que sentem ansiedade, expectativa, estresse, medo, raiva, incompreensão, culpa, sentimentos aflorados a cada menstruação, que passa a ser motivo de frustração todos os meses.

Alguns questionamentos são comuns nesse período e merecem ser olhados com atenção: “Será que não merecemos ser pais? Por que conosco, há algo de errado? Talvez não seja para nós, devemos continuar tentando? Não temos nenhum problema de saúde, então o que está acontecendo? Não aguentamos mais as pressões da família e amigos! ”. Há sentimentos em todas essas questões, que carregam consigo o peso da cobrança social e do próprio casal, mas também, todo o histórico que ambos trazem sobre filhos, maternidade, paternidade, suas experiências com seus pais e familiares. Diante dessa condição, se faz importante o acompanhamento psicológico, como apoio ao casal, pois cada um à sua maneira sente, expressa, reage, e ambos buscam o mesmo objetivo, por isso é importante identificar estes sentimentos e criar um espaço que ajude a lidar com a dor do momento, assim se tornam aliados na prevenção da saúde mental.

Apesar de a gestação estar atrelada ao desejo positivo de ampliar a família, de ter os filhos como expressão do amor, a demora na conquista e o sentimento de frustração intensificam os níveis de ansiedade e estresse, que acabam por atrapalhar o bom funcionamento do corpo, podendo causar desequilíbrios hormonais, disfunções sexuais, influenciando inclusive na rotina do casal, no qual a própria relação sexual passa de um momento prazeroso para apenas uma tentativa de engravidar.

Pare de pensar em gravidez e vocês conseguirão engravidar”, será mesmo tão simples assim? Claro que não! É praticamente impossível deletar do pensamento e não sentir nada por algo que se espera tanto, fingir que o desejo e a dor concomitantemente não existem não é o melhor caminho, mas, podemos aprender a lidar com os sentimentos de forma saudável, compreendendo a realidade e aceitando que está tudo bem em se sentirem ansiosos a cada período fértil, a cada teste de gravidez, a cada casal de amigos grávidos, frustrados com o resultado negativo daquele mês, porém, é imprescindível reconhecerem que a vida não se resume apenas a estes sentimentos, as outras áreas devem continuar em movimento, pois, se tudo for baseado na possibilidade de engravidar, aceitar um novo emprego, fazer uma viagem, se desafiar em uma atividade física, iniciar um novo curso, restringir a vida social, trarão angústia e não leveza para uma situação que já não está fácil, dificultando ainda mais a lida com estes sentimentos.

É necessário acompanhamento com equipe de profissionais capacitados a identificar questões de infertilidade caso haja, à medida que o tempo vai passando outras possibilidades vão surgindo, tanto de possíveis problemas quanto de tratamentos, claro, a depender da disponibilidade do casal. Esse combinado de acompanhamentos trará apoio ao casal, auxiliando no enfrentamento do momento que antecede a resolução desse grande sonho e na busca por novas alternativas.


Letícia Franciele Morais
Psicóloga clínica
Atendimento individual e grupal
Especialista em atendimento clínico e institucional em Psicoterapia Psicanalítica.
Pós-graduanda em Psicologia Perinatal.
leticiamorais.psico@hotmail.com
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