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Bico de papagaio na gestação

Tempo de Leitura: 3 minutos
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Pregnant woman with back pain

Frouxidão dos ligamentos da coluna na gravidez deixa as mulheres mais suscetíveis ao acometimento de lesões nas articulações vertebrais

Bico de papagaio não é exclusivo de quem passou dos 60 anos. Na gravidez é comum sentir alguns incômodos nas costas em decorrência do aumento dos hormônios relaxina e estrogênio que causam o amolecimento das articulações pélvicas e ainda gera a frouxidão dos ligamentos, fazendo com que o corpo fique mais suscetível ao aparecimento de lesões.

Essas mudanças biomecânicas no corpo feminino iniciam a partir do primeiro trimestre de gravidez e se estendem até o terceiro trimestre. “Nos primeiros a ação dos hormônios gera a modificação de todas as articulações que ficam mais instáveis, dessa forma, a coluna lombar e o quadril tornam-se mais sensíveis a sobrecargas”, informa o fisioterapeuta Helder Montenegro, especialista em coluna vertebral, presidente da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna – ABRColuna, diretor do Instituto Pilates.

Neste caso, uma das lesões que as futuras mamães podem enfrentar durante os nove meses é o bico de papagaio. “Também denominado de osteofitose, trata-se de uma formação de osso em forma de bico ou gancho ao redor das articulações, com a calcificação dos ligamentos e das cartilagens”, esclarece Montenegro.

De acordo com o especialista, na gravidez pode surgir esse problema porque como os hormônios deixam tendões e ligamentos mais frouxos, o corpo tenta compensar essa instabilidade articular, gerando essas pequenas formações ósseas. “Os maus hábitos posturais na gravidez associados ao ganho de excesso de peso nesse período e a predisposição genética também são fatores que colaboram para o surgimento dessa indesejável patologia”, diz ele.

Entendendo o bico de papagaio

O bico-de-papagaio, ou osteofitose pode atingir a coluna vertebral e outras articulações, podendo aparecer em apenas um local ou em regiões diferentes ao mesmo tempo.

Por causa da rigidez da coluna, as vértebras afetadas provocam uma pressão sobre os nervos e músculos, dando origem aos incômodos. “Os primeiros sintomas que aparecem são dores na coluna que podem se irradiar para as pernas ao realizar pequenos movimentos com a coluna. Porém, podem aparecer ainda formigamento e dormência nas pernas ou nos braços. Esses sintomas irão variar de acordo com a região acometida”, diz o fisioterapeuta.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito a partir da avaliação clínica e o histórico do paciente. Além disso, são necessários exames de imagem como raios X, tomografia computadorizada e ressonância magnética. “Essa é uma doença progressiva e irreversível. Porém, o tratamento realizado através da fisioterapia tem o intuito de amenizar os agravantes da patologia”, garante Montenegro. “É importante iniciar o tratamento o quanto antes para que o desenvolvimento da doença não comprometa atividades simples no cotidiano”, conclui Helder.

DESTAQUE: Os primeiros sintomas que aparecem são dores na coluna que podem se irradiar para as pernas ao realizar pequenos movimentos com a coluna.

Fonte: Dr. Helder Montenegro, fisioterapeuta, especialista em coluna vertebral, presidente da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna – www.instpilates.com.br

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