Clique e acesse a edição digital

Dermatite atópica

Tempo de Leitura: 4 minutos
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email
Little girl has skin rash allergy and itchy on her arm

Estamos em outubro, o mês das crianças, então vamos falar da doença dermatológica que mais afeta os pequenos. O tema hoje é dermatite atópica, alguns já sabem o que é, e quem não sabe, pode deixar que vou explicar.

A dermatite atópica é uma doença crônica, recorrente, inflamatória e que causa coceira na pele. É mais frequente em crianças, mas também pode acometer adultos. Pode ter diversas apresentações, desde as localizadas até disseminadas, dependendo da gravidade e acometimento cutâneo.

Suas principais características são vermelhidão (o famoso eritema), inchaço, podendo ter até algumas bolinhas d’água ou vesículas, na fase aguda. Já na fase crônica, temos a formação de uma placa mais espessa, um pouco descamativa e, aí sim, podendo ser chamado de eczema atópico.

Pais com dermatite atópica, tem uma chance aumentada de terem filhos com a mesma doença, assim como rinite e asma, que também são associadas.

Como comentado anteriormente é uma das doenças de pele mais comuns da infância, e pode ter apresentações clínicas diferentes dependendo da idade. Isso pode causar um pouco de confusão, mas vou tentar descomplicar para um melhor entendimento.

  • Fase Infantil: do nascimento até o sexto mês de vida.

É caracterizada por muita coceira, lesões eritematosas que poupam o centro do rosto. Aqui, a face externa dos membros e tronco podem ser acometidos, o que diferencia o diagnóstico nessa fase. É comum estar associado a infecções secundárias nas quais é necessário uso de antibióticos para tratamento.

  • Fase pré puberal: A partir de 2 anos até a puberdade.

Acometem principalmente as regiões flexurais (dobras) dos joelhos, cotovelos, pescoço, pulsos e tornozelos. Nessa fase é mais comum as lesões crônicas, que chamamos de eczma atópico, sempre associadas a bastante coceira.

  • Fase adulta: Muito semelhante a fase pré-puberal, porém, apresenta características crônicas mais intensas, como lesões mais espessas. Mãos e rosto são áreas mais acometidas nessa faixa etária.

Mas porque isso acontece?

Existem duas hipóteses, uma que explica isso “de dentro para fora” e outra que explica isso “de fora para dentro”. A primeira é uma resposta inflamatória anormal a irritantes e alérgenos do ambiente. E a segunda, tem relação com fatores externos, e seria produzida por uma deficiência na barreira cutânea que faz com que a pele perca, com mais facilidade, hidratação e assim fique mais seca e sensível.

As baixas temperaturas fazem com que nossa pele perca líquido para o ambiente e fique mais desidratada. Se quem não tem doença de pele já sente o ressecamento e percebe tendência a vermelhidão e coceira, pense o quanto suscetível ficam as pessoas que tem condição crônica?

Já entendemos que alterações climáticas podem desencadear os surtos, além disso, existem outros fatores possíveis, como: infecções respiratórias, fatores emocionais e também alimentos.

O diagnóstico dessa doença é clínico, se você percebeu alguma familiaridade no que comentei até aqui, em seu filho ou em você, procure seu médico dermatologista ou pediatra para ter a melhor orientação e tratamento adequado.

A base do tratamento é promover a hidratação, diminuir a coceira e manejar a inflamação.

Abaixo, algumas dicas que deixo como sugestões:

  • Evitar uso de roupas sintéticas, preferir algodão e retirar as etiquetas para não irritar a pele;
  • Temperaturas mais amenas são preferenciais, pois o suor pode ser irritativo;
  • Se o ambiente for mais seco ter um umidificador de ar pode ajudar a evitar surtos;
  • As roupas devem ser lavadas com sabão neutro, sem branqueadores e com amaciantes suaves, sem corantes e dermatologicamente testados;

A hora do banho é um momento muito importante para quem tem essa condição. Deve promover o contato com os pais, ser prazeroso, além de claro, propiciar a limpeza da pele. Alguns pontos que sugiro serem levados em consideração:

  • Banho deve durar no máximo 10 min, com água morna;
  • Sabonetes e xampus devem ser específicos e recomendados pelo seu médico, pois eles também são tratamentos;
  • Não usar esponjas ou similares;
  • Após o banho secar a pele de forma suave e aplicar hidratante em até 3 minutos. Ele é um dos pilares e seu maior aliado no tratamento.

Poderíamos falar muito mais sobre esse assunto, que é bastante extenso. Espero que eu tenha conseguido compartilhar em linhas gerais a abordagem resumida do tema. Para os pais que, já recobrem seus pequenos de amor e atenção, tenham maior facilidade na busca do tratamento adequado.

Como sempre, estou à disposição!


Dra. Carla Spido Marchioro
Médica apaixonada por pele, mas acima de tudo por pessoas! Aliando saúde, bem-estar e estética, na busca da sua melhor versão.
Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)
Pós-graduada pela IPCG e Especializada em Cosmiatria
@dracarlamarchioro
carlasmarchioro@gmail.com
Share on facebook
Facebook
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on linkedin
LinkedIn
Share on twitter
Twitter
Share on email
Email

Tornando-se pais adotivos

Vocês acabam de se tornar pais adotivos, ou estão pensando seriamente nisso. Ao lado da expectativa e da alegria, o medo e a incerteza, uma

Leia Mais »

Anemia – Mitos e verdades

Logo a principio, vale a pena fazer alguns esclarecimentos. – Anemia: diminuição do volume de hemácias e da taxa de hemoglobina considerando-se as variações de

Leia Mais »

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subscribe To Our Newsletter

Subscribe to our email newsletter today to receive updates on the latest news, tutorials and special offers!