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Desenvolvimento emocional dos bebês

Tempo de Leitura: 4 minutos
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Mother and crying baby in a bedroom with portrait of sad son looking upset at nap time. Children, love and insomnia with baby boy comfort by loving parent, embracing and bond in their home together.

O desenvolvimento da personalidade é afetado por características inatas da criança, bem como o ambiente em que se vive, os relacionamentos estabelecidos desde o nascimento e aspectos culturais. Pensando que o desenvolvimento emocional está entrelaçado às questões da personalidade, já sabemos que se desenvolve desde muito cedo e são diversas as influências. As emoções desempenham funções importantes, como por exemplo, comunicar uma condição interna aos outros e orientar um comportamento, quando o bebê chora está comunicando algum desconforto, seja fome, sono, dores, ou quando rejeita o colo de um desconhecido está se baseando em suas experiências prévias e reconhecendo que aquela pessoa não lhe é familiar, envolvendo também sua capacidade cognitiva de comparar o estranho com a mãe, por exemplo.

Tomemos por base duas principais demonstrações de emoções dos bebês, o choro e o sorriso, que são os primeiros indícios de sentimentos da criança. Quando precisam de algo, os bebês choram e se forem atendidos se acalmam, sorriem e se mostram sociáveis, desta forma podemos observar que ao mesmo tempo que demonstram emoções através de suas necessidades (fome, frio, calor), também registram sentimentos ao serem acolhidos, amamentados, podendo demonstrar satisfação e no decorrer do tempo, sorrisos. Esta conexão entre os bebês e seus cuidadores possibilita que os adultos desenvolvam a capacidade de identificar o tipo de choro que a criança está expressando, se é de fome, hora do banho, barulhos, sono etc., e até mesmo quando estão “satisfeitos”, no entanto é comum ouvirmos “olha como ele gostou do seu colo”; “ela está chorando de cólicas”, ou seja é como uma via de mão dupla, o bebê sente e se expressa, mobiliza algo em seus pais que por sua vez sentem, identificam e atendem a criança, à medida que as necessidades vão surgindo e a forma como são satisfeitas, interfere no registro emocional que a criança faz a cada experiência, ao mesmo tempo em que o aprendizado dos pais é constante e diferente com cada filho, nos trazendo a ideia de que os bebês não são passivos e interagem com seus cuidadores desde muito cedo.

Diversas emoções são experimentadas ao longo da infância, a partir do desenvolvimento dessas emoções básicas citadas anteriormente, e à medida em que a maturação cerebral vai acontecendo, a criança começa a explorar seu ambiente, passa a conviver com maior número de pessoas e vai aumentando sua autoconsciência se percebendo separada/diferente do outro. Ainda assim, é difícil dizer com exatidão quando é que as crianças desenvolvem tristeza, alegria, medo, surpresa, pois o que temos são as expressões faciais e corporais para observar no cotidiano, além do mais, essas emoções sofrem interferências culturais, no qual são interpretadas de acordo com os costumes de cada lugar, um animal que pode representar medo para uma criança de determinado lugar, pode ser visto como algo sagrado em outra cultura, por exemplo, o que com certeza afetará o tipo de emoção e expressão das pessoas.

Com o passar dos meses, a criança desenvolve outras maneiras de se expressar além do choro, começa a interagir com outras conversas, barulhos, gestos, demonstra interesse por cores, brinquedos, é capaz de reconhecer as vozes dos pais ou pessoas mais próximas, o que torna possível novas conexões que compõem seu desenvolvimento.

Para que os bebês se desenvolvam de forma saudável, é necessário que haja saúde emocional dos seus pais e cuidadores, para que proporcionem um ambiente seguro e promissor, pois eles captam a informaçãoque recebe do ambienteem queestão, já sabem se são atendidos em suas necessidades logo no primeiro choro ou se devem chorar por horas para que tenham atenção. São muito sensíveis ao humor dos pais ou de quem cuida delas, sentem-se seguras ou ansiosas a depender não somente da forma como são cuidadas, mas também como são afetadas pelo mundo a sua volta, aprendendo a expressar seus afetos a partir de imitações.


Letícia Franciele Morais
Psicóloga clínica
Atendimento individual e grupal
Especialista em atendimento  clínico e institucional em Psicoterapia Psicanalítica.

Pós-graduanda em Psicologia Perinatal.
leticiamorais.psico@hotmail.com
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