Clique e acesse a edição digital

Dificuldades e problemas comuns na amamentação

Tempo de Leitura: 6 minutos
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email

QUANTO À MAMA:

A) INGURGITAMENTO MAMÁRIO (peitos muito cheios e doloridos).

O ingurgitamento mamário, consiste em parte no aumento da quantidade de sangue e fluídos nos tecidos que suportam a mama (congestão vascular) e de certa quantidade de leite que fica retido na glândula mamária.

Quando isto ocorre, as duas mamas ficam inchadas (aumentam de volume, dolorosas, quentes, vermelhas, brilhantes e tensas por causa do edema (líquido) nos tecidos. A mãe queixa-se de dor principalmente na axila e pode ter febre (a chamada “febre de leite”).
O leite pode parar de “descer”.

O ingurgitamento geralmente ocorre alguns dias (2 a 5) após o nascimento (na apojadura) ou em qualquer época durante a amamentação, todavia, é mais difícil de acontecer em hospitais onde há alojamento conjunto e sistema de livre demanda precoce.

Conduta:

Para evitar o ingurgitamento:

. as mães devem amamentar no sistema de livre demanda logo após o parto;

. verificar se a criança mama em boa posição desde o primeiro dia.

Para tratar o ingurgitamento:

. mantenha a criança sugando;

. se a criança não sugar adequadamente, ajude a mãe a retirar o leite por expressão manual;

. aconselhe o uso de um sutiã firme a fim de tornar o ingurgitamento menos doloroso;

. indique a utilização de compressas geladas ou quentes sobre o seio por 20 min, massageando-os e retirando um pouco de leite logo após para aliviar a dor;

. mantenha essas condutas até que o ingurgitamento desapareça.

B) FISSURAS DO MAMILO (bico do peito rachado):

As fissuras do mamilo são decorrentes da má posição da criança em relação a mama; do número e duração inadequada das mamadas e principalmente da técnica incorreta de sucção.

Conduta:

Para evitar a fissura:

. orientar as mães durante o pré-natal sobre o preparo da mama e técnicas de amamentação, dando ênfase as estratégias que devem ser utilizadas para o fortalecimento dos tecidos areolar e mamilar, tais como: banho de sol nos seios, fricção de toalha, utilização de sutiã de algodão com orifício na região mamilar.

Para tratar da fissura:

. corrija a posição da mamada e oriente a mãe a continuar amamentando;

. aconselhar a mãe a lavar os mamilos apenas uma vez ao dia, quando toma banho;

. aconselhar a mãe a expor os mamilos ao ar e ao sol tanto quanto possível no intervalo das mamadas, ou banho de luz com lâmpadas de 40 watts, colocada a um palmo de distância da mama 10 minutos de cada lado, 3 x dia;

. aplicar sempre leite materno nos mamilos após as mamadas, pois isto, facilita a cicatrização;

. aconselhar a mãe a mudar de posição costumeira, preferencialmente utilizar a posição da bola de futebol americano ou do cavalinho;

Nos casos graves, dependendo da extensão da fissura, orientar a mãe a suspender a sucção direta ao seio por um período de 24 a 48 hs, ordenhar a mama e oferecer o leite na colherinha ou conta-gota.

C) MASTITE (inflamação da mama):

O acúmulo de leite sem a ordenha de alívio pode facilitar o início da mastite, que é facilmente diagnosticado; mamas quentes, febre, dor a palpação e pode sair pus.

O mastite é mais freqüente na 2ª e 3ª semanas depois do parto. A mãe deverá descansar por mais tempo. Deverá tirar uma licença de seu emprego. Se continuar a trabalhar a infecção poderá retornar.

Conduta:

Para evitar a mastite:

. estimular as mães a amamentar no sistema de livre demanda;

. se o bebê não esvaziar a mama, complete com auto-ordenha, ou solicite colaboração para o esvaziamento por ordenha.

Para tratar a mastite:

. aplique compressas úmidas mornas sobre a área afetada; antes de cada mamada e se for necessário também nos intervalos, até sentir alívio (5 a 10 min.);

. amamente até esvaziar a mama doente;

. massageie delicadamente as áreas doentes enquanto estiver amamentando;

. se necessário orientar a mãe para tomada de analgésico antes de proceder à auto-ordenha;

. usar sutiã que sustente bem a base da mama mas que não aperte a mama;

. se houver demora no início do tratamento, pode se formar um abcesso mamário, e neste caso, suspender a amamentação na mama afetada e encaminhar para a drenagem. Após a cicatrização, retornar a amamentação nos dois seios.

D) DUCTO BLOQUEADO (mama empedrada ou ingurgitada):

Essa situação é provocada pelo esvaziamento incompleto de um ou mais canais, neste caso, o leite do alvéolo mamário não drena, pois o mesmo encontra-se endurecido bloqueando o canal daquele alvéolo. Uma “tumoração” dolorosa se forma na mama.

A causa exata do ducto bloqueado não está clara, mas pode ser resultado de roupa apertada, ou porque a posição da criança não permite a mesma sugar eficientemente aquela parte da mama.

Conduta:

Para evitar o ducto bloqueado:

. orientar as mães durante o pré-natal sobre as técnicas de posição e pega de amamentação;

. deixar o bebê sugar até o completo esvaziamento da mama, casa isto não ocorra, proceder a ordenha manual.

Para tratar:

. auxilie a mãe a melhorar a posição de mamada;

. mostre a mãe as diferentes posições para amamentar de tal modo que o leite seja retirado de todos os segmentos da mama;

. mantenha a criança mamando freqüentemente do lado afetado;

. ensine a mãe como massagear delicadamente a parte afetada em direção ao mamilo para ajudar a esvaziar aquela parte da mama.

QUANTO A MANUTENÇÃO DA AMAMENTAÇÃO

Muita mães suspendem o aleitamento precocemente por não serem orientadas a prevenir ou tratar os problemas que surgem nos primeiros dias pós-parto ou pela pressão negativa da sociedade contra o aleitamento materno exclusivo especificamente familiares e vizinhos.

Os itens relacionados abaixo, são referido como obstáculos ao aleitamento materno, porém ressaltamos que a maioria é superável através de uma boa orientação e estímulo do profissional de saúde experiente e consciente da importância do aleitamento materno exclusivo.

A) MITOS E TABUS:

. leite fraco, leite salgado, pouco leite, arrotar ao seio, minha família não é boa de leite, etc., são relatos freqüentes das mães. Os profissionais devem ter conhecimento da filosofia da lactação e de estratégias que tranqüilizem as mulheres, promovendo o aleitamento materno exclusivo

Durante o relato da mãe da existência de pouco leite ou leite fraco, deve-se avaliar os seguintes pontos:

. avaliar se a curva de crescimento do bebê está ascendente, realizar a expressão manual da mama para avaliar a produção de leite;

. observar a existência de algum problema emocional da mãe que possa interferir na produção de leite;

. reafirmar que não existe leite fraco; recomendar a mão para tentar repousar entre algumas mamadas e beber mais líquidos;

. observar se a criança molha a fralda várias vezes ao dia.

Share on facebook
Facebook
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on linkedin
LinkedIn
Share on twitter
Twitter
Share on email
Email

Curiosidades sobre bebês

Algumas dessas curiosidades você pode estar careca de saber, mas isso tudo saiu num artigo da revista People da Inglaterra. – Os bebês nascem sem

Leia Mais »

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Subscribe To Our Newsletter

Subscribe to our email newsletter today to receive updates on the latest news, tutorials and special offers!