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Dor de ouvido no verão: O que pode ser? O que fazer?

Tempo de Leitura: 3 minutos
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A dor de ouvido (otalgia) é uma das queixas mais frequentes no consultório de otorrino, principalmente em crianças no verão após banho de piscina ou mar. Imediatamente pensamos em otite externa. A otite externa é uma inflamação/infecção da pele do canal auditivo externo causado por fungos ou bactérias, diferente da otite média aguda que acomete a orelha média e está relacionado com secreção nasal.

Entre as causas mais comuns temos banho de piscina/mar ou por trauma local. Pós banho mar/piscina pode ocorrer pela água contaminada, mas acontece também de um ambiente pré-existente quente e escuro somado à umidade, se tornando um ambiente propício para a proliferação de fungos e bactérias. Por trauma local temos o principal vilão: as hastes de algodão (cotonete), chaves, grampos, unhas etc. Além de empurrar a cera para dentro do canal auditivo, ele pode lacerar a pele, quebrando a barreira de continuidade de proteção, favorecendo a infecção local.

A queixa principal é dor no ouvido, que pode ser intensa e desproporcional ao exame físico, e também intensa ao se pressionar o trago (região anterior da orelha). Sintomas como coceira e sensação de ouvido tampado também são frequentes.

A dor tem uma tendência a ser pior a noite. Então, caso aconteça em um lugar sem acesso ao pronto socorro, recomenda-se fazer analgesia com medicações que a criança está habituada a tomar para febre e dor via oral (analgésicos e anti-inflamatórios) e fazer uma compressa quente local. A compressa pode ser com bolsa térmica ou uma opção é passar uma toalha com ferro e aplicar a toalha sobre a orelha. Deve-se também suspender as atividades aquáticas e proteger o ouvido da água na hora do banho.

Não é recomendado pingar medicamentos, óleos, água oxigenada ou soluções caseiras nesse ouvido. É preciso um exame físico por um profissional qualificado para assegurar o diagnóstico de otite externa, fazer o diagnóstico diferencial com a otite média aguda e garantir a integridade da membrana timpânica. Após a confirmação do diagnóstico médico, o tratamento se faz com gotas de antibiótico ou antifúngicos. O uso de antibióticos orais fica restrito para casos complicados, acometimento do pericôndrio ou imunocomprometidos.

Para prevenção de otite externa é importante:

Enxugar a orelha usando uma toalha enrolada na ponta do dedo após banho, piscina e mar.

Não use cotonetes para remover a cera! A cera não é “sujeira”, ela protege de infecções e também evita a entrada de insetos no ouvido.

Dica: Muitas vezes após um mergulho vem a sensação de água no ouvido. Na verdade, a água molha o cerume e ele escorre para o interior e faz uma barreira tampando o tímpano. Tente inclinar a cabeça para que a cera escorra para fora em movimentos repetidos. Caso isso não ocorra, procure um serviço médico. Não tente fazer a remoção em casa ou com profissionais não qualificados, isso pode levar a complicações como a perfuração do tímpano!

Dra. Mariana Gonçalves Garcia Rosa
Médica, graduada pela Faculdade de Medicina de Vassouras – RJ
Otorrinolaringologista pelo Instituto Felippu
• Rinologia – cirurgia funcional do nariz e seios da face
dramarianarosa.orl@gmail.com
@marianag_rosa

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