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Febre: terror das mães

Tempo de Leitura: 3 minutos
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Apesar de preocupante, a febre é um sintoma sinalizador do mecanismo de defesa do nosso corpo. Pode acontecer na grande maioria das vezes, de forma reacional a quadros infecciosos tanto virais quanto bacterianos. A temperatura normal de uma criança varia de 36 a 37°C, havendo variações do conceito de febre, mas habitualmente essa é considerada a partir de 37,3°C. Ambientes muito quentes, sol, excesso de agasalho ou cobertores, agitação podem elevar a temperatura corpórea, principalmente de bebês. Nessas situações, normalmente não temos sintomas gerais associados e a temperatura retorna ao normal rapidamente com o resfriamento da criança.

Quando temos febre a criança pode ficar com a respiração e frequência cardíaca mais acelerada, apática, pálida ou com a face mais rosada, extremidades (mãos e pés) frios, pele quente. Nessas situações sempre devemos aferir a febre com o termômetro. Sentir apenas com o tato não é confiável e não possibilita saber exatamente quanto está a temperatura. Essa é uma informação bem importante, já que quadros bacterianos podem cursar com temperaturas mais elevadas enquanto os virais podem ter temperaturas mais brandas.

Em caso de febre a melhor conduta é desagasalhar a criança, dar um banho mais morno, não frio, hidratar e usar o antitérmico. A medicação deve ser a orientada pelo seu pediatra, respeitando a dose e o intervalo prescrito.

E quando procurar assistência médica?? O estado geral e a temperatura são grandes pistas de quando é necessário ir ao serviço de saúde. Crianças muito prostradas, ou com muita irritabilidade, devem sempre ser avaliadas. Se o estado geral permitir, baixe primeiro a temperatura e reavalie. Lembrar que com febre, na imensa maioria das crianças, a “carinha fica ruim”. Outro parâmetro de avaliação tem de ser a idade e a temperatura. Bebês menores de 3 meses com febre de qualquer grau devem ser avaliados. Bebês maiores ou crianças com febre acima de 39°C sempre também devem ser avaliados. Considerando-se nosso panorama atual, ainda com a presença de COVID, além de outros vírus respiratórios, o ideal em todo caso de febre é fazer contato com seu pediatra e avaliar a necessidade de investigação dessa infecção específica.  

Em caso de dúvida, procure sempre a orientação do seu pediatra.

Dra. Daniela Vinhas Bertolini
Pediatra e Infectopediatra. Doutora em Pediatria pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Departamento de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Infectopediatra do Programa Estadual e Municipal de IST/Aids de São Paulo
 
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