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Glaucoma em bebês exige ação rápida

Tempo de Leitura: 4 minutos
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A maior causa de cegueira em crianças pode ter origem até na união matrimonial entre parentes consangüíneos. O tratamento tem grandes chances de sucesso. Mas a displicência dos pais, nos primeiros meses de vida da criança, pode resultar na escuridão irreversível, a cegueira.
Em cada dez mil bebês, um é portador de glaucoma congênito. A gravidade do problema irreversível, que é associado aos níveis de pressão intra-ocular, quando não tratado em tempo, leva à cegueira infantil. A prevenção e o tratamento nos primeiros dias de vida é o único remédio para evitar que a criança carregue, para sempre, as dificuldades de uma séria deficiência de visão, uma escuridão irreversível, que poderia ser tratada.
Alguns fatores curiosos podem levar ao glaucoma congênito, relaciona a médica oftalmologista Larissa Pedroso, especialista nessa área no Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB). Entre as causas, em mais de 50% dos casos diagnosticados, os bebês são filhos de uniões consangüíneas (entre parentes de primeiro e segundo graus). O problema também se manifesta em conseqüência de traumas como acidentes ou após uma cirurgia de catarata congênita. Nessas situações, Larissa alerta que a incidência é mais alta e exige a observação constante dos pais dessas crianças, pois o glaucoma aparece geralmente depois de três a cinco anos da realização da cirurgia.
“É muito mais freqüente do que se imagina a pressão ocular altíssima em crianças que usaram corticóides (cortisona), usados para o tratamento da asma, alergias de pele ou renites”, assinala acrescentando que alguns colírios também contém esse medicamento. Ocorre, segundo a oftalmologista que o corticóide promove dificuldade no escoamento do líquido interno do olho e eleva a pressão ocular.
Olho maior – “Quando a criança tem glaucoma, com o mínimo de atenção sobre ela, os pais notarão a existência de um problema”, observa a médica ao comentar que o olho da criança com glaucoma congênito é de tamanho maior do que o normal para a idade, por exemplo. Há crianças com seis meses de idade e com um olho que mede 25 mm quando o adulto tem em média 22 mm. O natural para um bebê nessa idade é ter um olho com até 20 mm, explica.
Outro aspecto que pode levar os pais a perceberem alterações sobre a visão do recém-nascido é a apresentação de intensa fotofobia, desconforto exagerado com a luminosidade. Há casos mais evidentes, de acordo com a oftalmologista do HOB, quando se torna visível uma coloração azulada e opaca nos olhos da criança.
Chance – “A chance de qualidade de visão da criança com glaucoma é o tratamento precoce”, salienta a médica lembrando que o primeiro exame de olhos deve ser feito até um mês de vida. O exame, nesta idade, consiste da análise do reflexo vermelho da retina, indolor. Em casos de dúvida, poderá ser complementado com dilatação da pupila para mapeamento de retina e medida da pressão ocular. “Em alguns estados do Brasil esse exame já se transformou em lei, é realizado no berçário, logo após o nascimento”, comenta.
Tratamento – De acordo com Larissa, o tratamento destina-se ao controle da pressão intra-ocular. “É cirúrgico e necessário nos primeiros dias de vida, ou assim que for confirmado. Depois, é complementado com aplicação de colírio para regular a pressão ocular”, esclarece. Até um ano e meio de idade a cirurgia que se chama trabeculotomia é a melhor chance de solução do problema. Consiste na abertura de um canal pré-existente na parte branca do olho (esclera) que se encontra obstruído e dificulta o escoamento natural do líquido intra-ocular gerando aumento de pressão. Após esta idade, ou diante da necessidade de novo tratamento, a cirurgia chama-se trabeculectomia ou implante válvulas de drenagem.
A médica adverte que após os três anos de idade vai se tornando mais difícil perceber a presença do glaucoma na criança, porque os sintomas ficam menos aparentes, o olho tem aspecto normal e a realização de exames de rotina é a melhor forma de evitar o agravamento do problema se ele existir.

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