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Mini Manual SOS – Eu e meu filho precisamos de ajuda!

Tempo de Leitura: 6 minutos
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Happy young mother playing and cute little child playing on floor. Blonde female babysitting adorable infant sitting on carpet in bedroom holding yellow duck toy. Motherhood and childcare concept

Assim, como muitos pais, várias vezes senti vontade de ter um controle remoto para frear um comportamento abusivo de meu filho ou de ter uma varinha do Hary Potter para me transformar em invisível. Quando isso acontece, parece que as coisas estão saindo do nosso controle, ou pelo menos daquilo que consideramos “ordem e rotina”. Passes de mágica não existem!

Quando estamos sob o domínio da raiva, nos sentimos perdidos, cegos, surdos, porém, com uma capacidade imensa de gritar, esbravejar, ofender e até punir fisicamente as crianças. Quem nunca se sentiu assim, que levante a mão! Se estamos no modo “perdi a razão”, a melhor coisa é dar um tempo de espera, respirar fundo e ganhar tempo para tomar a melhor decisão. Assim que a raiva passar, medidas profiláticas podem ser pensadas, anotadas e executadas. Pensando nisso, resolvi elaborar um “Mine Manual SOS – Eu e meu Filho Precisamos de Ajuda!”

Como terapeuta familiar e educadora parental positiva resolvi preparar esse manual para você consultar sempre que necessário, ou pelo menos, em momentos onde você precisar de ajuda e necessitar ter algo rapidamente às mãos. Vamos lá!

ESCOLHAS

Quando você oferece escolhas ao seu filho, ao invés de comando austero, uma resposta negativa pode vir a seguir e junto com ela muita raiva e ressentimento. Momento propicio para ser deflagrada uma luta de poder (quem pode mais). Se você oferece escolhas para seu filho, isso é menos provável que aconteça, pois escolhas capacitam as crianças a desenvolverem autonomia e respeito mútuo. Claro que você não pode dar opções que você não pode cumprir. Escolhas inviáveis geram na criança desconfiança e descrédito em relação aos seus cuidadores.

As escolhas não precisam ser complexas – pelo contrário, quanto mais simples melhor. Algo do tipo: “Você prefere ir ao parque com a camiseta azul ou a de cor laranja?” A vantagem desta técnica é que você promova a independência e ao mesmo tempo mantém o comando da situação. Você não é rude e nem autoritária. Apenas firme e gentil!

Quando não nos comunicamos de maneira eficaz com as crianças elas ficam mau humoradas, desconfiadas e, por vezes, com raiva. Ninguém com raiva se sente motivado a cooperar, correto? Imagine eu na sua cabeça o dia todo: “Tome seu remédio; faça sua lição, arrume seu quarto, etc.!”

Oferecer escolhas às crianças, muitas vezes, é o suficiente para manter o equilíbrio nas relações do cotidiano (lar, escola, ambientes sociais).

DESENVOLVER UM AMBIENTE MOTIVADOR

As crianças quando chegam ao nosso mundo, apresentam uma curiosidade salutar, e por isso, precisam de tempo, segurança e espaço para fazerem explorações. Inibir o tempo todo o espírito investigativo dos pequenos não é salutar. A curiosidade infantil é normal e ficar repreendendo-os o tempo todo é chato, desgastante e nada motivador. Com o desenvolvimento global da criança, é importante irmos abrindo o círculo de confiança, dando mais liberdade, mas com limites claros e bem definidos. Vejam esse exemplo: pare de brigar com seu filho de dois ou três anos, por que ele mexe em todos seus enfeites. Isso é desgastante e contraproducente. Apenas coloque os itens perigosos e amados fora do alcance do pequeno. O melhor de tudo é você salvaguardar seus objetos queridos e não ficar retalhando seu filho. Isso reduz o estresse e o cabo de guerra. Seu filho não ouvirá o tempo todo “Não” e você terá bons momentos de paz e harmonia em seu lar.

Crianças maiorzinhas já podem ser ensinadas, de maneira clara e gentil, o que pode e o que não pode.

ENSINE SOBRE EMOÇÕES:

Saber interpretar e expressar emoções está relacionado diretamente a comportamentos, sejam eles bons ou maus comportamentos. As crianças precisam primeiro entender sobre as emoções para depois saber o que fazer com elas.

Quando a criança for pequena é muito bacana, junto com elas, desenhar carinhas, do tipo Smiles, e a partir das carinhas ensiná-las a decifrar as emoções: alegria, tristeza, raiva, nojo. Isso ajuda a enriquecer o vocabulário ‘emotivo”. Que tal usar a própria foto das crianças interpretando as várias emoções? É uma interessante brincadeira em família.

Conforme a criança vai crescendo, introduza outras emoções e o repertório dos pequenos vão se enriquecendo, e assim, elas vão aprendendo a lidar e expressar as emoções com mais competência socioemocional. Ensinar sobre emoções o quanto antes é muito bom. Certa vez, uma menininha de 4 anos me falou: “Eu fiquei com muito medo – minha mãe se atrasou para vir me buscar!” Essa menina entendeu o que estava sentindo e pode falar sobre seu medo sem dúvida ou receio.

 PASSE POR CIMA DO MAU COMPORTAMENTO

Fingir que as coisas não acontecem e que elas vão se resolver é pura “credulice”! Não estou negando que comportamentos disfuncionais não devam ser corrigidos. Entretanto, existem situações em que vale a pena (re)pensar um pouco.

Problemas menores podem ser reavaliados. Olha só este exemplo simplório. Certo dia um “pacientinho” meu estava rasgando uma revista de fofoca em meu consultório, e, eu havia acabado de compra-la. Fiquei chateada, mas entendi que valia a pena eu passar por cima, pois, ele estava feliz da vida, entretido e eu estava podendo conversar com a mãe sem que ele estivesse impaciente e estressado. Ás vezes, vale a pena pensar duas vezes antes de ser tão exigente. Usar essa técnica com sapiência é uma boa tática.

LANCE MÃO DE UM BONECO SÁBIO

Crianças pequenas adoram o mundo da imaginação. Dar vida a um boneco, um fantoche, um bicho de pelúcia pode ser muito didático para ajudar as crianças a modelarem um comportamento desejado. É muito, mas muito melhor que fazer discurso ou sermões.

Os bonecos ajudam a passar mensagens positivas de bons comportamentos e auxiliam a reduzir de maneira lúdica a tensão do momento.

Que tal usar um boneco para ensinar algum valor: não morder, não cuspir, não jogar lixo no chão, não jogar comida fora do prato etc. Os bonecos permitem tudo. É só imaginar, criar e mergulhar no mundo infantil. É adorável! Com crianças mais velhas podemos usar o mesmo sistema, mas ao invés de bonecos, podemos usar vídeos, filmes, mídias sociais, artigos de revistas ou jornais etc. Usamos esse tipo de mídia para abordar assuntos mais pesados, tais como, violência, discriminação racial e de credos, situação de gênero, entre outros. É uma maneira de ouvir a opinião das crianças ou adolescentes, interpretar a perspectiva deles e conversar em família os diversos assuntos sem uma posição autoritária e cheia de criticismo. Lembre-se, se nos comportarmos, enquanto pais, de maneira autocrática, vamos colher apenas o silencio de nossos filhos.

Dra. Regiane Glashan
Apaixonada pelo mundo perinatal, infanto-juvenil e familiar.
Enfermeira, Especialista em Saúde Pública
Mestre e Doutora em Biologia Molecular pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Terapeuta Familiar, Casal e Individual
Educadora Parental Positiva (PDA – USA)
Educadora Emocional Positiva (Programa Ciranda – MSC Rodrigues)
www.terapeutadebebes.com
@terapeutadebebes_familia
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