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Por que parece que aumentou o número de assimetrias cranianas?

Tempo de Leitura: 3 minutos
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A six-month-old premature baby looks at the camera, eyes wide open

Como fisioterapeuta pediátrica, tenho notado um aumento na procura por atendimento para assimetrias cranianas nos bebês. Mas será que essa condição realmente está mais comum ou estamos apenas mais atentos a ela?

O que são assimetrias cranianas?

As assimetrias cranianas são alterações no formato da cabeça do bebê, que podem ser causadas por diversos fatores. As mais comuns são a plagiocefalia (achatamento de um lado da cabeça) e a braquicefalia (achatamento da parte de trás da cabeça).

Por que elas acontecem?

  • Posicionamento: A principal causa é o posicionamento do bebê, tanto na barriga da mãe quanto após o nascimento. Bebês que passam muito tempo deitados de barriga para cima ou com a cabeça virada para o mesmo lado podem desenvolver assimetrias.
  • Torcicolo Muscular Congênito (TMC): O torcicolo é um encurtamento do músculo esternocleidomastóideo, que dificulta a movimentação da cabeça do bebê e pode levar a assimetrias.
  • Restrição intrauterina: Em alguns casos, a posição do bebê dentro do útero pode causar pressão na cabeça e levar à assimetria.
  • Parto: O uso de fórceps ou outras intervenções durante o parto podem, em raras ocasiões, contribuir para assimetrias cranianas.
  • Condições médicas: Algumas condições médicas, como a craniossinostose (fechamento precoce das suturas cranianas), podem causar assimetrias. No entanto, estas são menos comuns e seu tratamento é cirúrgico.

Por que parece que aumentou?

  • Campanhas de conscientização: As campanhas para prevenir a Síndrome da Morte Súbita Infantil (SMSI) incentivaram os pais a colocarem os bebês para dormir de barriga para cima, o que aumentou o tempo que eles passam nessa posição e, consequentemente, o risco de assimetrias.
  • Maior conhecimento: Atualmente, os pais e profissionais de saúde estão mais informados sobre as assimetrias cranianas e seus possíveis impactos no desenvolvimento do bebê. Isso leva a um diagnóstico mais precoce e à procura por tratamento.
  • Melhor diagnóstico: Com mais conhecimento, os profissionais de saúde estão mais aptos a identificar e diagnosticar as assimetrias cranianas, o que contribui para o aumento da percepção de sua incidência.

O que fazer?

  • Consulte um profissional: Se você notar alguma alteração no formato da cabeça do seu bebê, procure um pediatra ou fisioterapeuta pediátrico para avaliação e diagnóstico.
  • Estimule a movimentação: Incentive o bebê a virar a cabeça para os dois lados, oferecendo brinquedos e estímulos visuais.
  • Tummy Time: brinque com seu bebê de barriga para baixo, incentive cada dia um pouquinho mais.
  • Varie o posicionamento: Alterne o lado em que o bebê mama, dorme (nas sonecas) e é carregado.
  • Evite o uso excessivo de dispositivos de contensão: Limite o tempo que o bebê passa em cadeirinhas, bebê conforto e outros dispositivos que podem restringir seus movimentos.
  • Fisioterapia: bebês com assimetrias cranianas devem ser acompanhados por Fisioterapeuta capacitado. Em casos de torcicolo, a fisioterapia é indicada para alongar o músculo encurtado e estimular o desenvolvimento motor do bebê.

Importante: As assimetrias cranianas, na maioria dos casos, não causam prejuízo ao desenvolvimento do bebê, mas é importante o acompanhamento profissional para garantir que não haja outras alterações associadas.

Lembre-se: o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para um desenvolvimento saudável do seu bebê. Até o próximo mês!

Dra. Patrícia Lattaro
Fisioterapeuta, mãe do Gabriel, apaixonada por bebês e seu desenvolvimento, pós-graduada em Reabilitação Neurofuncional pela Universidade Federal de São Paulo. Há 15 anos uso meu conhecimento para auxiliar famílias a entender o desenvolvimento de seus bebês de forma descomplicada.

patilattaro@gmail.com
@patricialattaro.fisio
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