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Como proteger nossas crianças dos mosquitos?

Tempo de Leitura: 4 minutos
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Aedes aegypti Mosquito. Close up a Mosquito sucking human blood

Verão é época de aproveitar muitas atividades ao ar livre com as crianças e com isso aumenta o risco de contato com mosquitos. Como podemos proteger a família contra eles e os riscos que aparecem das suas picadas?

Primeiro passo é realizarmos uma proteção direta evitando os mosquitos através de algumas medidas como:

• Proteção mecânica: utilize roupas com as mangas longas e calças compridas sempre que possível. No calor isso é muitas vezes difícil, mas dependendo do local onde estiver (perto de cachoeiras por exemplo) é um cuidado necessário. Lembrar que roupas finas não impedem as picadas, devendo escolher tecidos de trama mais fechada e mais grossos. Roupas escuras atraem mais insetos e aquelas muito coladas ao corpo facilitam a picada. Perfumes também pode atrair alguns insetos e devem ser evitados nas crianças. Algumas roupas já possuem repelentes e podem ser uma opção. Mosquito também adora tornozelo, então um bom conselho é tentar deixá-lo sempre que possível coberto.

• Nos horários do nascer e do pôr do sol as janelas devem ficar fechadas para evitar maior entrada de mosquitos. Ar condicionado também ajuda a manter os mosquitos afastados.

• Uso de telas e mosquiteiros sempre colaboram para proteção dos mosquitos.

• Os repelentes elétricos (aqueles da tomada) são úteis e diminuem a entrada dos mosquitos quando colocados próximos das janelas e portas, mas não devem ser deixados em quartos fechados com a criança dormindo e respirando no mesmo ambiente. Temos também de estar atentos e tomar cuidado com os repelentes líquidos que podem ser retirados da tomada pela criança e acidentalmente ingeridos.

• Deixar os arredores da casa bem limpos, sem lixos ou utensílios que possam acumular água parada onde pode haver a criação de novos mosquitos também são orientações importantes.

Além disso podemos também lançar mão do uso de repelentes. Eles podem ser usados para passeios em locais com maior concentração de insetos como praias, fazendas e chácaras, não podendo ser utilizado durante o sono, em locais do corpo cobertos de roupas ou por períodos prolongados.

Os repelentes atuam formando uma camada de vapor com odor sobre a pele que afasta os insetos. Existem alguns fatores que influenciam sua eficácia, de forma que um repelente não protege de maneira igual a todas as pessoas.

Abaixo de 6 meses não podemos usar repelentes pois não é seguro para os bebês. Acima dessa idade os repelentes que têm especificação para esse grupo podem ser utilizados como aqueles a base de IR3535 na composição. Acima de 2 anos aqueles a base de DEET são os mais utilizados, sendo que quanto maior a concentração da substância, mais

longa é a duração do seu efeito, ou seja, uma formulação com cerca de 5% de DEET confere proteção por aproximadamente 90 minutos, com 7% de DEET a proteção dura quase 2 horas e com 20% de DEET a proteção é de 5 horas. A maioria dos repelentes disponíveis no Brasil possuem menos de 10% de DEET. Para os maiores de 2 anos também temos a possibilidade de repelentes a base de icaridina.

Óleos naturais são os mais antigos repelentes conhecidos e parecem ter eficácia razoável, mas evaporam muito rápido e protegem por pouco tempo. O óleo de citronela é um bom exemplo.

Lembrar que todos esses produtos devem ser usados com a recomendação do seu pediatra e sempre respeitando as especificações do produto, já que existe a possibilidade de reações locais e mesmo alergias.

Algumas dicas importantes:

• Nunca permita que a criança aplique o repelente sozinha, sempre deve haver supervisão.

• Não colocar na boca e olhos, nem sobre pele machucada ou com qualquer lesão.

• Usar sempre a quantidade correta, devendo reaplicar conforme as especificações do produto.

• Sempre retirar o repelente com um bom banho e nunca usar ele durante a noite toda, especialmente em áreas cobertas pela roupa.

Siga sempre as orientações do seu pediatra.


Dra. Daniela Vinhas Bertolini

Pediatra e Infectopediatra. Doutora em Pediatria pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Departamento de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Infectopediatra do Programa Estadual e Municipal de IST/Aids de São Paul.

@cuidarpediatria

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