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Rinossinusite em crianças: sintomas e cuidados essenciais

Tempo de Leitura: 4 minutos
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The child is seasonal allergy to flowers. Selective focus. Kid.

Rinossinusites (RS) são alterações inflamatórias que envolvem a cavidade nasal e dos seios paranasais. O termo rinossinusite é o mais correto porque a maioria das inflamações começa pela cavidade nasal e, em seguida, envolve os seios paranasais. Sendo assim, a rinite e sinusite são doenças concomitantes contíguas ou em continuidade.

É a patologia mais frequente das vias aéreas superiores. Conforme a duração dos sintomas, a rinossinusite pode ser aguda, quando durar até 4 semanas, subaguda, que dura de 4 a 12 semanas e crônica, quando os sintomas persistem por mais de 12 semanas, ou seja, mais de 3 meses. Com relação à aguda, a maior parte é viral. É a afecção mais prevalente na infância, 90% a 95% das RS bacterianas são precedidas por um episódio de infecção viral das vias aéreas superiores (IVAS). A população pediátrica pode apresentar de seis a dez episódios de RS no decorrer do ano.

Causas da Rinossinusite Infantil:

Os fatores que mais contribuem para o desenvolvimento da rinossinusite em crianças incluem:

• Infecções virais frequentes, como gripes e resfriados

• Alergias respiratórias (poeira, ácaros, pólens, pelos de animais)

• Exposição à poluição e fumaça de cigarro

• Aumento das adenoides (carne esponjosa), que pode bloquear a drenagem dos seios nasais

• Contato frequente com outras crianças em creches e escolas, aumentando o risco de infecções

• Refluxo gastroesofágico, que pode causar irritação e inflamação nas vias aéreas

Tipos de Rinossinusite:

Aguda: Dura até 4 semanas e geralmente é causada por vírus. Pode se resolver espontaneamente ou necessitar de tratamento sintomático.

Subaguda: Persiste entre 4 e 12 semanas, podendo ser uma evolução da forma aguda.

Crônica: Dura mais de 12 semanas e está associada a inflamação persistente, podendo envolver a presença de pólipos nasais ou resistência a tratamentos convencionais.

Recorrente: Quando ocorrem quatro ou mais episódios ao longo do ano, com resolução completa entre as crises.

Principais Sintomas:

• Obstrução nasal e congestão

• Secreção espessa (amarelada ou esverdeada)

• Dor ou pressão facial, especialmente na testa, ao redor dos olhos e maçãs do rosto

• Dor de cabeça

• Perda parcial ou total do olfato

• Tosse, que pode piorar à noite

• Febre e mal-estar em casos mais graves.

Complicações da Rinossinusite Não Tratada:

Se não for tratada corretamente, a rinossinusite pode evoluir para problemas mais sérios, como:

• Sinusite bacteriana secundária

• Infecções respiratórias, como bronquite e pneumonia

• Propagação da infecção para os olhos (celulite orbitária)

• Risco de meningite, em casos raros, quando a infecção atinge o sistema nervoso central

A Importância da Fisioterapia Respiratória:

A fisioterapia respiratória desempenha um papel essencial no tratamento da rinossinusite, principalmente nos casos crônicos e recorrentes. Seu objetivo é facilitar a eliminação das secreções, reduzir a inflamação das vias aéreas e melhorar a ventilação pulmonar, prevenindo complicações.

Técnicas Utilizadas:

• Higiene nasal com soluções salinas para umidificação e remoção do muco

• Drenagem postural para facilitar a eliminação de secreções

• Exercícios de higiene bronquice para mobilizar o muco

• Treinamento da musculatura respiratória para melhorar a capacidade pulmonar

• Orientações posturais e respiratórias para evitar a obstrução crônica.

Além do alívio dos sintomas, a fisioterapia respiratória reduz a necessidade de medicamentos, melhora a qualidade do sono e promove maior bem-estar.

Se você sofre com rinossinusites frequentes, procure um fisioterapeuta respiratório! O tratamento adequado pode evitar complicações e melhorar significativamente sua qualidade de vida, pode parecer um problema simples, mas se não for tratada corretamente, pode evoluir para complicações graves, como infecções mais profundas e dificuldades respiratórias crônicas. Por isso, é essencial procurar um especialista! O acompanhamento médico, aliado à fisioterapia respiratória, permite um diagnóstico preciso e um tratamento individualizado.

Dra. Thais S. Rodrigues

Fisioterapeuta, apaixonada pela área da fisioterapia respiratória, formada pela Universidade Metodista de Piracicaba.
Pós-graduada em Terapia intensiva, Fisioterapia Neurofuncional pediátrico e adulto, Cuidados Paliativos e Oncologia. Há 9 anos Reabilitando Vidas.

@drathaissoleira
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