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A importância da vitamina D para a saúde das gestantes e das crianças

Tempo de Leitura: 4 minutos
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Pregnant couple on a picnic the park with fruit closeup top view in summer.

A vitamina D desempenha um papel fundamental na saúde e no desenvolvimento de gestantes e crianças até 12 anos de idade. É um nutriente essencial que desempenha funções vitais no organismo, como a regulação do metabolismo do cálcio e do fósforo, a mineralização óssea e a modulação do sistema imunológico.

Neste artigo, discorreremos sobre a importância da vitamina D durante a gravidez e nos primeiros anos de vida, os benefícios associados à sua adequada ingestão e as fontes alimentares e de exposição solar para obtê-la.

Durante a gravidez, a vitamina D é crucial para a saúde da mãe e do feto. A deficiência de vitamina D na gestante está associada a complicações como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, parto prematuro e baixo peso ao nascer. Além disso, níveis inadequados de vitamina D podem afetar o desenvolvimento ósseo do feto e aumentar o risco de doenças crônicas na vida adulta. Portanto, é essencial que as gestantes mantenham níveis adequados de vitamina D através de uma combinação de alimentação saudável, exposição solar e, se necessário, suplementação.

Na infância, a vitamina D desempenha um papel no crescimento e desenvolvimento adequado da criança, além de desempenhar papel na mineralização. Além disso, a vitamina D tem sido associada a benefícios para o sistema imunológico, prevenção de doenças respiratórias, saúde cardiovascular e função neuromuscular. Crianças com deficiência de vitamina D podem apresentar atraso no crescimento, maior risco de infecções e problemas ósseos.

As principais fontes de vitamina D são a exposição solar e a alimentação. A exposição aos raios ultravioleta B (UVB) é necessária para que o organismo sintetize a vitamina D na pele. Recomenda-se que as gestantes e as crianças se exponham ao sol diariamente, preferencialmente nos horários recomendados (antes das 10h e após as 16h), evitando-se a exposição prolongada e excessiva sem proteção solar adequada. No entanto, a exposição solar pode ser limitada devido a fatores como latitude, clima, poluição, uso de protetor solar e vestuário.

A alimentação também desempenha um papel importante na obtenção de vitamina D. Alguns alimentos são naturalmente ricos em vitamina D, como peixes gordurosos (salmão, atum, sardinha), gema de ovo e cogumelos. Além disso, alguns alimentos são fortificados com vitamina D, como leites, cereais e sucos. No entanto, é importante ressaltar que a quantidade de vitamina D obtida por meio da alimentação muitas vezes não é suficiente para suprir as necessidades diárias, especialmente durante a gravidez e em fases de crescimento na infância.

Devido à dificuldade de obter níveis adequados de vitamina D apenas com a exposição solar e a alimentação, muitas vezes é necessário recorrer à suplementação. Gestantes e crianças com deficiência de vitamina D podem receber recomendações específicas de suplementação por parte dos profissionais de saúde, de acordo com as diretrizes e recomendações nacionais. A suplementação pode ser feita na forma de gotas ou comprimidos, sempre sob orientação médica pois tanto a deficiência quanto o excesso de vitamina D podem ter efeitos prejudiciais à saúde. Por isso, é fundamental buscar um equilíbrio adequado, considerando as necessidades individuais das pessoas e seguindo as recomendações de profissionais de saúde qualificados e realizando exames de rotina para monitorar os níveis da vitamina.

Em suma, a vitamina D desempenha um papel fundamental na saúde de gestantes e crianças até 12 anos de idade. A deficiência de vitamina D durante a gravidez pode ter consequências adversas para a mãe e o feto, enquanto a deficiência na infância está associada ao raquitismo e a outros problemas de saúde. A exposição solar, a alimentação equilibrada e a suplementação, quando necessário, são estratégias importantes para garantir níveis adequados de vitamina D. É essencial que os pais, cuidadores e profissionais de saúde estejam cientes da importância desse nutriente e adotem medidas para garantir a sua adequada ingestão durante a gestação e a infância, contribuindo para uma saúde ótima e um desenvolvimento saudável.


Dr. André Veinert
Formado em pela Faculdade de Medicina da UNAERP – Universidade de Ribeirão Preto. Especialista em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia – ABRAN (RQE 69663) e Área de Atuação em Nutrição Parenteral e Enteral pela BRASPEN. Preceptor da Residência de Nutrologia do Hospital IGESP – São Paulo. Capacitação em obesidade e Lifestyle medicine pela Havard Medical School.
andre.veinert@healthme.com.br
@andrenutrologo
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