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Engatinhar: incentive seu bebê nesse marco tão importante

Tempo de Leitura: 3 minutos
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Por Lígia Conte*

O bebê passa por diferentes fases durante o seu desenvolvimento e cada uma delas é linda e especial. Engatinhar, por exemplo, é um daqueles momentos que causam certa dúvida aos pais. Apesar de ser um processo natural, alguns bebês demoram a demonstrar o interesse em engatinhar, o que pode estar ligado a diversos fatores. Desse modo, ouvimos de muitas frentes que o engatinhar é opcional, e isso não é verdade.

Entretanto, existem maneiras para auxiliar o bebê nessa jornada tão importante em sua vida. Inclusive, não podemos simplesmente achar absolutamente normal quando a criança pula essa fase. Pelo contrário, precisamos observar e entender o porquê esse bebê não considerou engatinhar dentro de seu desenvolvimento.

Este é um assunto importante inclusive quando se trata da evolução motora e cognitiva da criança. Ao contrário do que muitos profissionais ainda pregam, o engatinhar está diretamente ligado a situações como aquisição de controle motor grosso, por exemplo, desde o fortalecimento dos punhos, até a criação dos arcos das mãos.

Além disso, o ato de engatinhar também fortalece o trabalho de core, quadris, pernas e braços em sincronia, que são essenciais para o marco posterior do andar e ainda favorece a conexão dos hemisférios cerebrais (direito e esquerdo). Isso sem falar do equilíbrio corporal como um todo, que, juntamente com a agilidade e a lubrificação das articulações, vão proteger esse corpinho de lesões futuras.

O bebê que engatinha consegue se beneficiar, inclusive, de aspectos relacionados à leitura, pois faz uma “varredura” do ambiente durante o processo de deslocamento, aumentando sua capacidade de análise visual.

Por isso, se o seu bebê ainda não engatinha, calma! Observe-o e ajude-o nesse processo tão importante e que marca a vida de toda a família. A primeira dica é deixá-lo mais no chão, explorando o ambiente. O que mais temos percebido nos últimos tempos são crianças que ficam muito no colo ou sentadas em frente às telas e pouco no chão, além de usar imobilizadores como “jumpers” que vão direto para o Andar.

Essa é uma questão que merece atenção. As crianças se desenvolvem e criam autonomia quando brincam e se movimentam em segurança no chão. Coloque brinquedos adequados para a idade e supervisione esse momento.

Para que o bebê se desloque de gato, é necessário que as forças do quadril e dos braços estejam sincronizadas, assim como demais estruturas do corpo que foram trabalhadas nas aquisições anteriores.

Você pode pegar uma caixa, um brinquedo ou qualquer coisa que seja alta o suficiente para o bebê se apoiar de joelhos nela. Fique por perto para auxiliar e então deixe que ele empurre pelo ambiente “andando” de joelhos.

A ideia é que seja divertido, então vale proporcionar algum tipo de desafio, como por exemplo, levar algo da caixa para o “papai”, algo para a “mamãe”, comidinha para boneca do outro lado da sala.

Seja criativo e aproveite esse momento gostoso com seu bebê.

*Lígia Conte (desenvolvecrianca) é especialista em reabilitação e desenvolvimento neuro-infantil
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