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Orientação antes do bebê nascer tranquiliza as mães e previne depressão e ansiedade

Tempo de Leitura: 3 minutos
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Em meu trabalho voltado para o atendimento de mães e bebês, seja em orientação, seja no tratamento durante a gestação, no pós-parto ou no processo de adoção, cada vez mais observo a importância da tranquilidade da mãe (ou quem a substitua) nos cuidados com o bebê e o quanto a sua segurança em relação ao modo de lidar com ele interfere diretamente no vínculo e na qualidade da relação.

Lido constantemente em meu consultório com depressão e ansiedade materna. Sabemos que são inúmeras as causas que podem desencadear a ansiedade, depressão ou episódios depressivos nas mães no período pós-parto. As alterações hormonais têm liderado as causas dessas doenças nas pesquisas científicas. No entanto, o que observo é que a depressão também acomete em escala significativa os pais adotivos, principalmente no início da adoção.

Isso me faz pensar que, apesar de os fatores hormonais serem acusados como os maiores vilões na causa de depressão e ansiedade, fica cada vez mais evidente que os fatores ambientais são fortemente responsáveis pelos desequilíbrios emocionais nesse período. Claro que quando associados a outros fatores, como os intrapsíquicos, genéticos e também os hormonais, podem intensificar o quadro. Isso mostra que no início de vida da criança, o ambiente precisa ser muito bem preparado e adaptado para a sua chegada, a fim de colaborar positivamente não só para o seu desenvolvimento, mas também para o equilíbrio emocional da família com um todo.

Em meu trabalho, observo que quando as mães são bem orientadas em relação à maneira de como devem lidar com seus filhos, esclarecendo as suas dúvidas e podendo falar a respeito do que as angustiam, desempenham com maior tranquilidade e serenidade as funções maternas. Isso promove também o equilíbrio físico e emocional da criança, que proporcionará sua saúde psíquica na vida adulta.

Preciso esclarecer também que os pais sofrem uma avalanche de informações em relação à maneira como devem cuidar e também educar os seus filhos. Muitas vezes, essas informações são contraditórias, chegando até mesmo a causar mais angústia e ansiedade neles. A filtragem de tantas informações é muito importante e, para isso, a confiança nessas informações e a segurança dos pais são fundamentais. A análise ou psicoterapia podem ser de grande valia nesse momento, pois promovem a autoconfiança e trabalham as questões individuais e inconscientes de cada indivíduo.

Cynthia Boscovich

Psicóloga clínica, psicanalista. Membro regular da sociedade brasileira de psicanálise winnicottiana. Atende adolescentes e adultos em seu consultório. Desenvolve também um trabalho específico com gestantes, mães e bebês, na área de prevenção e tratamento – www.cuidadomaterno.com.br

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