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Os perigos da superproteção

Tempo de Leitura: 4 minutos
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Happy family sitting on the floor in living room. Mother, father and their daughter poses at home together, good relationship

Não conheço nenhum pai ou mãe que não queira o absoluto melhor para os filhos. Esse sentimento costuma vir naturalmente na parentalidade, junto de diversos outros sentimentos muito intensos. Entre eles está o medo de que algo de ruim aconteça com os filhos.

O mundo apresenta diversos potenciais perigos para as crianças, desde um chão mais áspero que pode causar um joelho ralado até pessoas mal-intencionadas que podem trazer ameaças inimagináveis. Apesar desses perigos trazerem uma insegurança e a vontade de colocar os filhos em um potinho para protegê-los de todo mal, precisamos de coragem para aprender a lidar com nossos próprios medos, tomando cuidado para não os projetar na criança. É muito importante entender o que está no nosso controle e quais são nossos limites como pais e cuidadores.

Os pequenos precisam de estímulos e incentivo para aprender e se desenvolver. Não é justo colocá-los em uma redoma de vidro e impedi-los de viver a vida por medo de que talvez algo ruim aconteça.

Por isso, precisamos explicar para as crianças sobre os perigos que as cercam, em uma linguagem apropriada para a idade e tomando muito cuidado para não criar um terror na cabeça da criança. Ensinar a ficar atenta sobre perigos é diferente de aterrorizar.

Criar os filhos superprotegendo e tentando evitar frustrações podem causar vários prejuízos, como:

Falta de autonomia: quando os pais superprotegem, eles muitas vezes tomam decisões em nome dos filhos e assumem o controle de suas vidas. Isso faz com que os filhos não desenvolvam autonomia e confiança em suas próprias habilidades de tomar decisões e resolver problemas.

Fragilidade emocional: não permitir que as crianças entrem em contato com frustrações e dificuldades os impede de aprender a lidar com adversidades e o fracasso. Eles podem se tornar emocionalmente frágeis, pois não tiveram a oportunidade de desenvolver habilidades de enfrentamento e resiliência necessárias para lidar com desafios da vida.

Baixa autoestima: não permitir que a criança tome decisões pode transmitir a mensagem de que os filhos não são capazes o suficiente para enfrentar o mundo por conta própria. Isso pode resultar em uma baixa autoestima e uma sensação de inadequação, já que os filhos podem internalizar a ideia de que não são capazes de realizar as coisas por si mesmos. Dessa forma, podem se tornar dependentes dos pais para lidar com tarefas diárias e tomar decisões importantes, o que pode dificultar sua transição para a vida adulta.

Por fim, toda essa superproteção pode desencadear em um grande medo do fracasso, já que foram protegidos de experiências que poderiam envolver falhas. Isso pode levá-los a evitar desafios e arriscar-se, limitando seu potencial de crescimento e realização.

Aos pais e responsáveis que gostariam de mudar o comportamento superprotetor, mas não sabem por onde começar, busquem:

Conhecer sobre educação sobre desenvolvimento infantil: entender informações sobre o desenvolvimento infantil e as habilidades que as crianças podem adquirir em diferentes idades pode ajudar os pais a entenderem o que é apropriado esperar de seus filhos e a confiar em sua capacidade de se desenvolverem de forma saudável.

Promova a autonomia: inclua as crianças em tarefas domésticas, escolhas sobre roupas e atividades extracurriculares. À medida que os filhos desenvolvem autonomia, os pais podem aprender a confiar em suas habilidades e permitir que eles assumam mais controle sobre suas próprias vidas.

Aceite o risco e o fracasso como parte do aprendizado: é comum que pais temam que seus filhos se machuquem ou falhem. No entanto, é importante compreender que o risco e o fracasso são partes naturais do processo de aprendizado e desenvolvimento. Veja os erros como oportunidades de crescimento e a apoiar seus filhos enquanto enfrentam desafios.

Comunicação aberta: mantenha a comunicação aberta com seus filhos, para que eles se sintam à vontade para discutir seus medos, preocupações e conquistas. Isso pode ajudar os pais a entenderem melhor as necessidades e perspectivas de seus filhos e a adaptarem sua abordagem de criação de acordo.

Por fim, caso esse processo se mostre muito difícil, busque uma orientação parental para um olhar individualizado e próximo.

Com amor, Giu

Dra. Giulia Paspaltzis
Psicóloga Infanto-Juvenil, fascinada pelo mundo da infância e da parentalidade, pós-graduada em Terapia Cognitivo Comportamento na Infância e Adolescência. Ajudo pais e filhos a construírem um relacionamento mais saudável e respeitoso.
psigiuliapaspaltzis@gmail.com
@giuliap.psi
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