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Pais separados – como lidar com os filhos

Tempo de Leitura: 4 minutos
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Qual casal nunca sonhou com o “e viveram felizes para sempre”? A grande maioria dos pais, seja por acidente ou planejamento de vida, de uma forma ou de outra, desejou viver uma vida compartilhada com o parceiro e o(s) filho(s). Mas nem sempre os planos e sonhos têm sucesso e a alternativa mais viável, apesar de sofrida, vem a ser a separação. E após essa decisão, o grande desafio dos pais, é fazer com que os filhos não sofram.

Os momentos que antecedem a separação, e após ela, são difíceis e complicados para todos. Entender e viver essa nova realidade, assim como se adaptar às mudanças (inclusive de casa) e lidar com a parte emocional (dos pais e dos filhos), acabam se misturando, podendo gerar sofrimento.

Culpa, medo, angústia, entre outros sintomas, podem rondar os pais ou até mesmo os filhos, e estar relacionados a alguma doença como por exemplo, depressão ou ansiedade, mas pode ser que estejam ligados apenas a um momento de transição, por isso é sempre bom estar atento aos sintomas.

Mas o que fazer quando os pais se separam de fato? O que devem fazer para evitar o sofrimento de todos?

  • A primeira questão é se livrar da culpa, principalmente a de que faliram como casal. Se não deram certo como casal, não significa que não darão certo como pais. Filhos querem os pais felizes e isso não quer dizer que precisem estar juntos. As vezes os pais separados, funcionam até melhor do que juntos.
  • O cuidado com a culpa também deve ser visto no convívio com os filhos. As vezes os pais, sem perceber, acabam fazendo tudo o que os filhos querem, justamente por se sentirem culpados por algo, e isso pode estar também relacionado à separação. O risco dessa dinâmica pode fazer com que os pais se tornem refém dos próprios filhos.
  • Ter uma conversa transparente com os filhos em relação à separação (respeitando a idade da criança afim de considerar o que ela consegue entender) é necessária para assegurá-los, caso isso seja possível, de que o vínculo afetivo e a segurança que transmitem a eles não mudará.
  • Os pais precisam estar alinhados em relação aos cuidados e educação dos filhos, para transmitir segurança a eles.  E devem proporcionar rotina, se possível, semelhante nas duas casas, incluindo horário de dormir e acordar, horário das refeições, tarefas escolares etc.
  • Nem tudo são flores, e pode ser que um ou outro não aceite a separação, que tenham conflitos ainda não resolvidos ou que discordem em pontos relacionados aos filhos. Importante que isso seja sempre resolvido entre os pais, deixando os filhos isentos dessas desavenças. Saber que os pais conseguem viver com equilíbrio e respeito, só contribui para o bem-estar e saúde mental dos filhos.
  • Respeitar as visitas e finais de semana ou do outro é muito importante, para que as crianças se organizem internamente. Caso tenham problemas, que isso seja comunicado de maneira respeitosa e em tempo de se organizarem.
  • Importante que os pais se cuidem individualmente, dando atenção à sua saúde física e mental. Conviver com familiares, amigos ou conhecer novas pessoas, se preocupar com seu próprio desenvolvimento e felicidade, faz toda a diferença para a segurança, equilíbrio emocional dos seus filhos. Como já disse acima, filhos querem ver os pais felizes!
  • A vida segue, e deve seguir para ambos, e ter um novo parceiro, pode acontecer até antes do que se espere. Aceitar que o ex ou a ex tenha uma nova pessoa em sua vida deve ser cuidado e respeitado. Entretanto a inclusão dessa pessoa na vida do filho deve ser realizada com cautela, considerando a seriedade desse novo relacionamento, a personalidade dessa nova pessoa e o tempo em que cada um esteja preparado para esse convívio.
Cynthia Boscovich
Psicóloga clínica e perinatal. Psicóloga do sono e especialista em transtornos de humor. Colaboradora do GRUDA (Programa de Transtornos afetivos do IPQ/ HC/ FMUSP).
Email: cyboscovich@gmail.com
Tel. 11 99687-9087
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