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Que tipo de gravidez pode ser classificado como Gestação de Alto Risco?

Tempo de Leitura: 2 minutos
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Gestação de Alto Risco é aquela na qual a vida ou a saúde da mãe e/ou do feto e/ou do recém-nascido tem maiores chances de serem atingidas que as da média da população considerada.

Conforme o Ministério da Saúde os marcadores e fatores de risco gestacionais presentes anteriormente à gestação se dividem em:

  1. Características individuais e condições sociodemográficas desfavoráveis:

Idade maior que 35 anos;
Idade menor que 15 anos ou menarca (primeira menstruação) há menos de 2 anos;
Altura menor que 1,45m;
Peso pré́-gestacional menor que 45kg e maior que 75kg (IMC30);
Anormalidades estruturais nos órgãos reprodutivos;
Situação conjugal insegura;
Conflitos familiares;
Baixa escolaridade;
Condições ambientais desfavoráveis;
Dependência de drogas lícitas ou ilícitas;
Hábitos de vida – fumo e álcool;
Exposição a riscos ocupacionais: esforço físico, carga horária, rotatividade de horário, exposição a agentes físicos, químicos e biológicos nocivos, estresse.

2. História reprodutiva anterior:

Abortamento habitual;
Morte perinatal explicada e inexplicada;
História de recém-nascido com crescimento restrito ou malformado;
Parto pré́-termo anterior;
Esterilidade/infertilidade;
Intervalo interpartal menor que dois anos ou maior que cinco anos;
Nuliparidade e grande multiparidade;
Síndrome hemorrágica ou hipertensiva;
Diabetes gestacional;
Cirurgia uterina anterior (incluindo duas ou mais cesáreas anteriores).

3. Condições clínicas preexistentes:

Hipertensão arterial;
Cardiopatias;
Pneumopatias;
Nefropatias;
Endocrinopatias (principalmente diabetes e tireoidopatias);
Hemopatias;
Epilepsia;
Doenças infecciosas (considerar a situação epidemiológica local);
Doenças autoimunes;
Ginecopatias;
Neoplasias.

Os outros grupos de fatores de risco referem-se a condições ou complicações que podem surgir no decorrer da gestação transformando-a em uma gestação de alto risco:

  1. Exposição à indevida ou acidental a fatores teratogênicos.
  • Doença obstétrica na gravidez atual:

Desvio quanto ao crescimento uterino, número de fetos e volume de líquido amniótico;


Trabalho de parto prematuro e gravidez prolongada;


Ganho ponderal (peso) inadequado;


Pré́-eclampsias e eclampsia;


Diabetes gestacional;


Amniorrexe prematura;


Hemorragias da gestação;

Insuficiência istmo-cervical;


Aloimunização;


Óbito fetal.

3. Intercorrências clínicas:

Doenças infectocontagiosas vividas durante a presente gestação (ITU-infecção do trato urinário, doenças do trato respiratório, rubéola, toxoplasmose etc.);
Doença clínica diagnosticada pela primeira vez nessa gestação (cardiopatias, endocrinopatias).

O pré-natal tem como objetivo interferir no curso de uma gestação que possui maior chance de ter um resultado desfavorável, diminuindo os riscos ao qual estão expostos a gestante e o feto, ou reduzir suas possíveis consequências adversas.

Faça pré-natal, a OMS (organização Mundial da Saúde) preconiza no mínimo 6 (seis) consultas pré-natal. Consulte sempre um médico de sua confiança.

Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador.

Divulgado em: Bem Estar Medicina e Saúde. Dra. Franciele Norma Minotto
Ginecologia, Obstetrícia e Sexologia
CRM/MT 5962

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