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Aprendendo a lidar do escuro ao bicho papão

Tempo de Leitura: 4 minutos
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boy in bed with his eyes open. the child is afraid of the dark. tormented by nightmares and terrible dreams in children

O medo é uma emoção natural e saudável para nossa sobrevivência. Sem ele, podemos nos colocar em situações perigosas ou desconfortáveis. Por outro lado, o excesso de medo nos impede de viver novas experiências, explorar possibilidades, buscar conquistas e ultrapassar nossos limites.

O medo aparece logo nos primeiros meses de vida: até os 6 meses muitos bebês apresentam medo de ficar longe da mãe. Depois, até os 3 anos, são muito comuns os medos do escuro, pessoas estranhas e barulhos altos. Aos 4 anos podemos encontrar o medo de fantasmas, dragões e outros personagens sobrenaturais vistos em desenhos, além de começar a temer a morte de entes queridos. Fenômenos naturais como ventos, chuvas, trovões, mortes e ferimentos são os medos recorrentes até os 6 anos. Por fim aparecem os medos de ser punidos pelos erros e os sociais, como não ser aceito pelos colegas ou ficar sozinho.

Geralmente o medo é sobre algo desconhecido, mas, infelizmente, algumas crianças têm outras razões para sentir medo, como agressões ou outros tipos de violência. Por isso, é dever dos pais e outros adultos que participam da vida da criança estarem sempre atentos à quaisquer sinais de que algo não vai bem.

Lidar com medos é um grande desafio para todas as idades, já que só eliminamos o medo enfrentando-o e é exatamente o contrário do que instintivamente temos vontade de fazer. Para as crianças é ainda mais difícil pois elas ainda não têm conhecimento sobre as coisas que geram medo, tampouco repertório para lidar com eles. Portanto cabe aos pais dar um direcionamento e auxiliar as crianças a lidarem com os medos.

Assim como em todas as outras situações da criação de filhos, a hora de ajudar com medos não vem com um manual. Apesar disso, existem algumas coisas que você pode fazer para ajudar os pequenos na hora de lidar com essa emoção, são elas:

  • Acolha e valide os sentimentos da criança. Sentir que ela é compreendida muitas vezes ajuda a diminuir a angústia.
  • Ela não escolhe estar com medo ou o que irá gerar a emoção. Rir, minimizar, julgar ou ridicularizá-la por conta do medo piora a situação e gera desconexão e afastamento entre pais e filhos.
  • Ouça com atenção e leve a sério, mesmo que seja desconfortável, como quando a criança diz que algo que você faz a assusta.
  • Auxilie a criança na busca por possibilidades, mas não resolva por ela. As crianças têm capacidade de chegar em uma solução, muitas vezes precisam apenas de um direcionamento. Se a resposta encontrada não der certo, ajude-a a pensar em outras.
  • Comece com soluções de escolhas limitadas, como oferecer o abajur ou bichinho de pelúcia para um medo de escuro.
  • Cuidado com a superproteção. É muito fácil ultrapassar a linha da proteção necessária para a excessiva. Além de a superproteção impedir a criança de encontrar soluções por si própria e aprender com os erros, pode gerar um sentimento de que os pais não confiam nela para lidar com as situações adversas.
  • Existem medos que são irracionais e nem mesmo a criança consegue explicar. Nestes casos, apenas demonstre apoio e conforto até o medo ir embora.
  • Leia com a criança livros que abordem a temática do medo, seja sobre o medo específico ou apenas para explicar a emoção.
  • Não force a criança a lidar com o medo. Se ela tem medo de palhaço, ir ao circo sem que ela esteja preparada para lidar com esse medo é uma péssima ideia. 
  • Cuidado para não projetar seus medos na criança. Uma coisa que é assustadora para você pode ser natural para outra pessoa. Incentive seus filhos a tentar enfrentar o estímulo assustador algumas vezes antes de decidirem que têm medo deles.

Não é um problema sentir medo, o problema é deixar que ele nos paralise e nos impeça de viver. Se você sentir que seu filho tem um medo muito maior do que o esperado e não está conseguindo lidar, busque ajuda de um profissional.

Com amor,

Giu

Dra. Giulia Paspaltzis
Psicóloga Infanto-Juvenil, fascinada pelo mundo da infância e da parentalidade, pós-graduada em Terapia Cognitivo Comportamento na Infância e Adolescência. Ajudo pais e filhos a construírem um relacionamento mais saudável e respeitoso.
psigiuliapaspaltzis@gmail.com
@giuliap.psi
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