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Caiu e bateu a cabeça, o que fazer?

Tempo de Leitura: 3 minutos
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Cropped shot of worried young woman holding her sad infant son, checking if he has fever without thermometer, feeling forehead with back of hand. Childhood, sickness, health and motherhood concept

Essa é uma dúvida muito comum dos pais, afinal cair e bater a cabeça faz parte quase que da normalidade das crianças, sendo um dos acidentes mais comuns da infância.

Quando ocorre esse tipo de acidente é muito importante avaliar a idade da criança envolvida, a gravidade do acidente, o estado geral da criança e realizar a observação de sinais de alerta para complicações. Esses aspectos somados indicarão a necessidade de avaliação no serviço de pronto atendimento ou não. 

Como orientações gerais, indicamos a necessidade de ida ao pronto socorro se houver:

  • queda de criança menor de 3 meses de idade
  • queda de mais de 1 metro de altura em crianças menores de 2 anos ou 1 metro e meio para maiores de 2 anos
  • queda de escada, bicicleta sem capacete, acidente automobilístico
  • hematoma na região das têmporas e na região de trás da cabeça
  • sangramento pelo ouvido ou nariz

Sobre os sinais de alerta para complicações devemos sempre estar atentos a presença de vômitos, alteração de comportamento, perda de consciência, dor importante, hematoma muito extenso ou sonolência. A sonolência ou alteração do nível de consciência, com dificuldade de se manter acordado pode mesmo indicar complicações e por isso que manter a criança acordada nas primeiras horas após a queda é recomendável. Quando a família permite que a criança durma perdemos esse parâmetro de observação. O dormir em si não causaria nenhum dano, mas dificulta a avaliação médica caso essa seja necessária. Caso o acidente ocorra muito próximo ao horário de sono normal da criança e estiver muito difícil mantê-la acordada, o ideal é que os pais fiquem acordando a criança em intervalos regulares para checar se está tudo bem. Sendo assim não é toda queda que precisa ir ao pronto socorro. Idas desnecessárias podem submeter a criança a riscos, principalmente nos tempos atuais e com alta circulação de vírus respiratórios. Quando for necessário a ida ao pronto socorro, habitualmente é indicada a avaliação radiológica com radiografia ou tomografia computadorizada de crânio e encéfalo. Caso não seja necessário procurar o serviço de pronto atendimento, compressas de gelo são indicadas no local do trauma para evitar a formação de hematomas. Em caso de dúvida, converse com seu pediatra.

Dra. Daniela Vinhas Bertolini
Pediatra e Infectopediatra. Doutora em Pediatria pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Departamento de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Infectopediatra do Programa Estadual e Municipal de IST/Aids de São Paulo
 
@cuidarpediatria
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