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Nutrição e alimentação da criança com Síndrome de Down

Tempo de Leitura: 3 minutos
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Family With Down Syndrome Daughter Sitting Around Table At Home Eating Breakfast

A síndrome de Down (SD) é uma condição clínica relacionada a um complexo distúrbio genético e metabólico por decorrência de uma alteração cromossômica. A SD é considerada a síndrome mais comum na pediatria. A incidência é de 1 para cada 800 recém-nascidos vivos em todo o mundo e é o principal fator genético no desenvolvimento da deficiência intelectual. A criança com SD normalmente tem comorbidades associadas que podem ser: má-formação congênita, alterações gastrointestinais, doenças cardiovasculares, imunológicas, sobrepeso e obesidade.

É necessário equilíbrio ao que se refere ao estado nutricional da criança com SD. É indispensável ter atenção aos múltiplos fatores para determinar a conduta nutricional adequada. Fatores sociais, ambientes, acesso a informação dos cuidados, genética e o comportamento alimentar são primordiais para definir a estratégia terapêutica.

A literatura discorre sobre alguns problemas nutricionais comuns na criança com SD: sobrepeso e obesidade (e as suas complicações), deficiência na ingestão de micronutrientes, hipotonia e alterações anatômicas-estruturais, como boca pequena, língua de protusão, dificuldade de mastigação e deglutição. Assim, a nutrição e alimentação da criança precisam ser integradas com o objetivo de promover maior qualidade de vida e garantir o estado nutricional adequado. Na literatura atual, não existem recomendações nutricionais específicas para crianças com SD, recomenda-se utilizar as mesmas de crianças sem a síndrome.

Naturalmente, por consequência da hipotonia muscular a criança irá apresentar dificuldades em sucção, deglutição e coordenação de funções como a respiração. Assim, pode interferir negativamente na adaptação do AM, mas é imprescindível a importância de promover a consciência para que a família perceba a importância de estimular o aleitamento materno (AM) desde o nascimento e podendo estender até os dois anos de idade ou mais. Lembrando que AM contribui para o crescimento e favorece o desenvolvimento das estruturas faciais.

Para a introdução da alimentação complementar da criança com SD é preciso considerar a sua dificuldade em mastigar os alimentos. Por tanto, deve-se realizar de forma lenta e gradual com o objetivo de estimular a sua memória sensorial: olfato, tato, visão, paladar e audição. A consistência da comida inicialmente deve ser “purê – com textura’’, oferecida com a colher e ir evoluindo conforme adaptação da criança. Não existe recomendação para restrição dos grupos alimentares saudáveis. Pelo contrário, deve-se desde o início priorizar uma alimentação equilibrada e com muita variedade. Porém, é preciso ressaltar que a oferta de alimentos industrializados, refrigerantes, sucos artificiais, café, embutidos e alimentos com excesso de açúcar devem ser evitados com o objetivo de não influenciar no desenvolvimento da síndrome metabólica.

Os micronutrientes que crianças com SD podem apresentar deficiência com maior frequência são: vitamina A, D e cálcio. Assim, se eles não forem ofertados adequadamente por meio da alimentação se faz necessário a suplementação. O ômega 3 também é indicado suplementar, pois apresenta inúmeros benefícios para a saúde da criança com SD como prevenção de obesidade, doenças cardiovasculares, melhora imunidade e ajuda no desenvolvimento cognitivo.

Assim, os cuidadores de crianças com SD, precisam ter cuidado e responsabilidade com os hábitos alimentares. A alimentação e todo contexto que a envolve, são essenciais para contribuir com desenvolvimento funcional, vital e aprendizagem da criança.

Nutricionista
Débora Christina
Nutricionista Infantil e Escolar. Especialista em Nutrição Clínica Pediátrica; Nutrição Clínica e Terapia Nutricional; Alimentos, Nutrição e Saúde no Espaço Escolar e Mestre em Saúde Pública. Atendimento clínico para bebês a partir do 6° mês até crianças com 12 anos.
@nutrideborachristina
(45) 99904-1285
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